nota travessao

Está fundado o movimento em defesa do –.

Aqui na Carambaia estamos sempre rodeados de s. Não só nas páginas dos nossos livros, mas também fora delas, em nossas conversas incessantes.

Porque o , quando no começo de uma sentença, indica um diálogo. Depois dele, vem sempre uma fala, uma opinião, uma troca de ideias, um sentimento, talvez um desabafo.

Como editores, temos respeito redobrado pelos s. Quando se descuida deles, corre-se o risco de deturpar o que alguém queria dizer; acabamos manipulando o pensamento dessa pessoa, real ou literária. Seria uma traição ao nosso ofício.

Pior do que isso, só censurar um . Algo impensável para uma editora e mais ainda para a sociedade.

Diálogos, opiniões, trocas de ideias. Tudo aquilo que um representa: é justamente o que anda faltando ao Brasil de hoje.

Só com muitos s (e respeito aos s dos outros) podemos parar de nos ver como inimigos, e juntos buscarmos saídas para as nossas falhas.

Que são muitas, mas talvez a maior delas esteja na nossa (falta de) educação. Na carteira da escola, aprendemos como usar o . Ou pelo menos deveríamos aprender.

Nas escolas, nas ruas, nas redes sociais, oss devem ser lidos, ouvidos, respeitados. Mais do que isso, os s devem ser livres. É o que acreditamos e praticamos aqui na Carambaia.

E é a bandeira que convidamos você a levantar com a gente: a bandeira da defesa do —.